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	<title>Blog da cooperada</title>
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		<title>Blog da cooperada</title>
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		<title>Carne &#8211; temporada no Teatro Coletivo</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jul 2011 20:47:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maysa Lepique</dc:creator>
				<category><![CDATA[fomento ao teatro]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
		<category><![CDATA[teatro de grupo]]></category>
		<category><![CDATA[teatro feminista]]></category>

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		<description><![CDATA[Teatro, política e feminismo: a possibilidade de construir uma nova história. Quatro anos de pesquisa e trabalho em torno do tema “patriarcado e capitalismo”, mais de 60 apresentações do experimento cênico Carne (em sua maioria em locais não teatrais como sindicatos, salas de aula, casas de detenção, centros de cidadania da mulher etc.), intervenções urbanas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mulhercooperada.wordpress.com&amp;blog=12262639&amp;post=154&amp;subd=mulhercooperada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Teatro, política e feminismo: a possibilidade de construir uma nova história.</strong></p>
<p>Quatro anos de pesquisa e trabalho em torno do tema “patriarcado e capitalismo”, mais de 60 apresentações do experimento cênico <em>Carne </em>(em sua maioria em locais não teatrais como sindicatos, salas de aula, casas de detenção, centros de cidadania da mulher etc.), intervenções urbanas junto aos movimentos feministas, mostras de filmes latinoamericanos, debates com convidadas de diferentes áreas e formações, participações em seminários que discutiam performance e gênero, encontros multiartísticos envolvendo movimentos sociais e artistas de diversas linguagens, manifestações de rua em prol das lutas de emancipação das mulheres e a participação em um evento de grandes proporções que aconteceu no mês de março de 2010, no Estado de São Paulo – no qual duas mil mulheres marcharam quase 100km, durante 11 dias sob a coordenação geral da Marcha Mundial das Mulheres (MMM): estas foram algumas das ações nas quais a Kiwi Companhia de Teatro empenhou seu tempo e energia nos últimos anos.</p>
<p>Estas ações, ao romperem o cotidiano, condensarem conteúdo político, reflexão social, construção teórica, exercício estético e formal, luta anti-sistêmica e agitação feminista foram nossas apostas no sentido de acender o fogo da indignação que alimenta a recusa da resignação e da injustiça, um apelo estratégico a grande aventura humana e amorosa da revolução.</p>
<p>As mulheres que caminharam os 100km de Campinas à São Paulo provavelmente, em algum momento, se perguntaram: mas, por que marchar? Diante de tantas dificuldades concretas que surgiriam durante o caminho, por que levar adiante uma ação de tal dimensão? Certamente muitas são as respostas para estas questões mas uma delas parece estar ligada ao que podemos nomear de “necessidade do chamado”. O chamado para sermos atuantes e conscientes no curso da história, da nossa história e também o entendimento de que a luta por melhores condições de vida para todas/os só se faz coletivamente. Além da importância de escolher uma forma simbólica – a caminhada &#8211; para dar força e chamar a atenção sobre as opressões de gênero e classe.</p>
<p>Da mesma forma, nós, da Kiwi Companhia de Teatro, poderíamos nos fazer pergunta semelhante: por que fazer teatro? E mais: por que tratar de um tema como desigualdade de gênero e classe no teatro?</p>
<p>Nos jovens países da América Latina, como o Brasil – eternamente em desenvolvimento, mas ainda carregando as marcas da colônia – onde o principal veículo de comunicação e transmissão de “cultura e pensamento” é a televisão comercial (segundo dados da Articulação Mulher e Mídia, menos de 10% da população lê jornal e são baixíssimos os índices de freqüentação de teatro, cinema e outras atividades culturais), a formação estética, intelectual e política de grande parte da população está submetida ao controle de alguns poucos grupos econômicos que detém o poder das concessões públicas dos veículos de comunicação. Diante deste quadro, a disputa simbólica, do imaginário e dos meios de expressão é urgente! E a discussão política sobre as questões que envolvem opressão de gênero, violência contra a mulher e temas afins nunca possuiu tanta relação com o universo da produção artística quanto neste início de século XXI.</p>
<p>A maneira como a sociedade se apropria do corpo e do espaço social da mulher, com o objetivo de engessá-la dentro de uma ideologia patriarcal, é hoje objeto de estudo de artistas e coletivos como Maria Galindo &amp; Mujeres Creando (Bolívia), Mujeres Publicas (Argentina), The Magdalena Project (Rede Internacional de Mulheres), Jesusa Rodrigues e Liliana Felipe (México), As Loucas de Pedra Lilás (grupo de artistas feministas de Recife), as Obscenas (Belo Horizonte), Atuadoras (São Paulo), entre tantas outras, anônimas ou conhecidas, através das Américas.</p>
<p>Para o dramaturgo e diretor de teatro Edward Bond, “a arte deve responder ao perigo de uma época.” Portanto, se não estamos satisfeitas/os com as desigualdades de classe, etnia e gênero e se queremos que as ideias voltem a ser perigosas, acreditamos que, em meio a tanta apatia, o teatro – como espaço horizontal, de reflexão mútua, de reunião e assembleia, espaço provocativo e propositivo – pode ser uma ferramenta potente nesta luta de Davi contra Golias.</p>
<p>Se as dificuldades de produção já são enormes – não esqueçamos que menos de 0,06% do orçamento do país é destinado ao Ministério da Cultura, enquanto 45% são gastos com o serviço da dívida, e, destes 0,06%, a maior parte é aplicada nas políticas de cultura baseadas em renúncia fiscal, que privilegiam o mercado – elas se multiplicam quando coletivos artísticos resolvem tematizar as questões de gênero – como se este assunto não tivesse a menor importância ou as mulheres já tivessem conquistado sua autonomia (como resposta a isso basta citar os indicadores de diferenças salariais entre homens e mulheres e os índices de violência sexista).</p>
<p>Como diz nosso querido companheiro Fernando Kinas, “acreditamos que o teatro pode responder – com alegria, rebeldia e inteligência – aos desafios desta nossa época, mostrando que há alternativas onde alguns vêem somente o inevitável.”</p>
<p>Mas, que teatro é esse? Justamente aquele que se lambuza de vida, está em constante diálogo com a realidade, se arrisca na busca de novas formas que desafiem o pensamento das pessoas que dele fazem parte (atuantes na cena e no público), atendem às necessidades dos chamados com ousadia e coragem de colocar em prática o exercício dialético (sem perder o rumo e posição política clara). Uma das principais características deste teatro é o funcionamento em rede, em parceria com os movimentos sociais.</p>
<p>“Mulheres querem um mundo mais justo pros filhos crescerem sem susto. Mulheres querem um mundo de paz, sem elite e sem capataz. Amigas, vamos marchar. Chega de fome, pobreza e violência, Amigas, vamos marchar. Cantando pro mundo a nossa irreverência. É terra para gozar, maternidade e aborto seguros. É vida, prá navegar. E saber eleger quem respeite a quem aqui está! Vamos!”.</p>
<p>Instigadas/os por esta canção das mulheres da Marcha Mundial lançamo-nos ao desafio: movimentos feministas e coletivos artísticos podem sim, juntos, contribuir na construção desta outra história, de uma história das mulheres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fernanda Azevedo</p>
<p>atriz integrante da Kiwi Companhia de Teatro e militante feminista da Marcha Mundial das Mulheres</p>
<p>(texto publicado no blog Viva Mulher em junho de 2011)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>SERVIÇO<br />
</strong><strong><br />
Temporada Carne (entre os dias 01/07 e 28/08 de 2011)<br />
Estreia 01 de julho de 2011 (sexta-feira)</strong></p>
<p><strong>Sexta e sábado, às 21h, domingo às 20h</p>
<p>Local: Teatro Coletivo<br />
Rua da Consolação, 1623. Centro, São Paulo SP</strong></p>
<p><strong>Lugares: 60 lugares<br />
Ingressos: R$ 12,00 e R$ 6,00  (estudantes, idoso(a)s, categoria teatral). </strong><strong>Entrada gratuita para organizações e movimentos sociais (agendar com antecedência).</strong></p>
<p><strong>Reservas e informações:<br />
Tel. (11) 7618-1690 / 7177-3810 kiwiciadeteatro@gmail.com </strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mulhercooperada.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mulhercooperada.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mulhercooperada.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mulhercooperada.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mulhercooperada.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mulhercooperada.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mulhercooperada.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mulhercooperada.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mulhercooperada.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mulhercooperada.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mulhercooperada.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mulhercooperada.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mulhercooperada.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mulhercooperada.wordpress.com/154/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mulhercooperada.wordpress.com&amp;blog=12262639&amp;post=154&amp;subd=mulhercooperada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Filmes inéditos no Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Mar 2011 21:34:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maysa Lepique</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[fomento ao teatro]]></category>
		<category><![CDATA[teatro de grupo]]></category>

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		<description><![CDATA[Imperdível!!! A Kiwi Cia de Teatro oferece mais uma atividade dentro do projeto CARNE &#8211; PATRIARCADO E CAPITALISMO, contemplado pelo Programa de Fomento ao Teatro para a Ciade de São Paulo. O evento Mulher em Movimento é uma mostra internacional de filmes com a mulher como tema central, itinerante pela cidade de São Paulo, e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mulhercooperada.wordpress.com&amp;blog=12262639&amp;post=151&amp;subd=mulhercooperada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Imperdível!!!</p>
<p>A Kiwi Cia de Teatro oferece mais uma atividade dentro do projeto CARNE &#8211; PATRIARCADO E CAPITALISMO, contemplado pelo Programa de Fomento ao Teatro para a Ciade de São Paulo.</p>
<p>O evento <span style="color:#ff0000;"><em><strong>Mulher em Movimento</strong></em><span style="color:#000000;"> é uma mostra internacional de filmes com a mulher como tema central, itinerante pela cidade de São Paulo, e que tem apoio do Centre Audiovisuel Simone de Beuvoir e do Centro Cineclubista de São Paulo.</span></span></p>
<p><span style="color:#ff0000;"><span style="color:#000000;">A mostra começou no dia 19 de março no Sacolão das Artes com exibição de &#8220;Fala Mulher!&#8221; de Graciela Rodriguez e Kika Nicolela; um documentário com as mulheres apaixonadas pelo samba. Nova exibição da obra acontecerá no dia 09 de abril, às 18hs30, no Centro Cineclubista de São Paulo, com presença das diretoras para debate na sequência.</span></span></p>
<p><span style="color:#ff0000;"><span style="color:#000000;">A mostra também exibirá filmes da Nicarágua e México, inéditos no Brasil.</span></span></p>
<p><span style="color:#ff0000;"><span style="color:#000000;">Confira toda a programação no flyer a seguir.</span></span></p>
<p><span style="color:#ff0000;"><span style="color:#000000;"><a href="http://mulhercooperada.files.wordpress.com/2011/03/gc3aanero-em-movimento-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-152" title="GÊNERO EM MOVIMENTO.cdr" src="http://mulhercooperada.files.wordpress.com/2011/03/gc3aanero-em-movimento-2.jpg?w=709&#038;h=1024" alt="" width="709" height="1024" /></a></span></span></p>
<p>Para saber mais: <a href="http://www.kiwiciadeteatro.com.br">www.kiwiciadeteatro.com.br</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mulhercooperada.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mulhercooperada.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mulhercooperada.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mulhercooperada.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mulhercooperada.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mulhercooperada.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mulhercooperada.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mulhercooperada.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mulhercooperada.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mulhercooperada.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mulhercooperada.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mulhercooperada.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mulhercooperada.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mulhercooperada.wordpress.com/151/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mulhercooperada.wordpress.com&amp;blog=12262639&amp;post=151&amp;subd=mulhercooperada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Prêmio Heleny Guariba &#8211; feminina dramaturgia</title>
		<link>http://mulhercooperada.wordpress.com/2011/03/27/premio-heleny-guariba-feminina-dramaturgia/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Mar 2011 19:48:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maysa Lepique</dc:creator>
				<category><![CDATA[ditadura militar]]></category>
		<category><![CDATA[dramaturgia]]></category>
		<category><![CDATA[fomento ao teatro]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[O Feminina Dramaturgia em sua segunda edição, agora em março de 2011, ganhou o nome de Prêmio Heleny Guariba, com 91 inscrições de textos dramáticos inéditos escritos exclusivamente por mulheres. Na noite de 17 de março, no Studio 184, três jovens autoras foram premiadas com uma quantia em dinheiro e uma delicada escultura de colibri, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mulhercooperada.wordpress.com&amp;blog=12262639&amp;post=146&amp;subd=mulhercooperada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>Feminina Dramaturgia</em> em sua segunda edição, agora em março de 2011, ganhou o nome de <strong><em>Prêmio Heleny Guariba</em></strong>, com 91 inscrições de textos dramáticos inéditos escritos exclusivamente por mulheres.</p>
<p>Na noite de 17 de março, no Studio 184, três jovens autoras foram premiadas com uma quantia em dinheiro e uma delicada escultura de colibri, referência à obra “Heleny, Heleny &#8211; Doce Colibri”, parte da trilogia dramatúrgica de Dulce Muniz sobre mulheres fundamentais na história do pensamento socialista e da ação de resistência (<a href="http://mulhercooperada.wordpress.com/2010/10/10/e-a-luta-continua/">veja mais</a> na entrevista de 10 de outubro de 2010).</p>
<p>Com presenças importantes como Cândida Guariba (neta de Heleny) e da pesquisadora Maria Silvia Betti, a premiação trouxe à tona discussão sobre a produção dramatúrgica feminina: sobre o quê as mulheres escrevem, em que pé está a dramaturgia nacional, há um número expressivo de autoras no país?</p>
<p>Segundo observação da jurada Neusa Steiner, cerca da metade dos textos inscritos falam sobre relacionamentos, o que aponta um lugar comum do &#8220;feminino&#8221; que precisa ser rompido, já que as mulheres estão nas ruas, no mercado de trabalho, muitas são arrimo de família e podem viver tranquilamente sem o fantasma da necessidade do casamento como único meio de realização pessoal. (Podem?)</p>
<p>Por outro lado, a jurada Bel Teixeira refletiu sobre a necessidade do conhecimento profundo das estruturas dramatúrgicas para que se possa romper com a tradição e apontar novas possibilidades. Bel falou sobre a ousadia e liberdade presentes nos textos e ficou com a questão “será que existe uma escrita <em>feminina</em>?”.</p>
<p>Para a atriz, a experiência de ler 91 textos escritos por mulheres revelou “um grito de dentro da terra”.</p>
<p><a href="http://mulhercooperada.files.wordpress.com/2011/03/dscn3763.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-147" title="DSCN3763" src="http://mulhercooperada.files.wordpress.com/2011/03/dscn3763.jpg?w=460&#038;h=345" alt="" width="460" height="345" /></a></p>
<p><strong>Da importância do prêmio</strong></p>
<p>Além das três autoras premidas (confira abaixo), o evento dedicou menção honrosa a mais três participantes e homenageou com o “Prêmio Dom Quixote – o Perseguidor da Utopia” três jovens mulheres militantes, envolvidas com a luta dos grupos de teatro por políticas públicas culturais, com o Movimento de Teatro de Rua e com o Movimento Feminista.</p>
<p>“As mulheres escrevem, as mulheres produzem, mas elas não aparecem!”, diz Dulce ao apresentar o prêmio.</p>
<p>Com o teatro na Praça Roosevelt reformado e lotado, Dulce estava orgulhosa por ter em sua casa novas gerações de artistas e militantes que, inevitável, alimentam-se de sua experiência e generosidade e dão continuidade aos trabalhos de construção de um mundo mais justo e fraterno.</p>
<p>A arte traz em seu cerne a potência da revolução, já que atinge nossa mente e coração com a flecha certeira do questionamento, do incômodo, da dúvida e da beleza também. O teatro é poesia em ação, é revisão crítica da história, é distanciamento para que novas possibilidades floresçam.</p>
<p>Assim é fundamental tanto para nossa dramaturgia, como para as novas histórias construídas pelas mulheres, que o Prêmio Heleny Guariba tenha continuidade para incontáveis edições e seja inscrito no calendário cultural da cidade de São Paulo.</p>
<p><strong>Autoras premiadas</strong></p>
<p>1<sup>o</sup>. lugar: <em>Dia</em> de Tábata Makowski</p>
<p>2<sup>o</sup>. lugar: <em>Reality Final</em> de Michelle Ferreira</p>
<p>3<sup>o</sup>. lugar: <em>Atrás do Pano – A Comédia</em> de Luiza Jorge</p>
<p><strong>Menção honrosa</strong></p>
<p><em>Cabíria em Fuga</em> de Luciana Lima Silva</p>
<p><em>Insônia, Dieta, Sexo e Outras Alegorias</em> de Cláudia Aguiar Thomé e Estela R. Fischer</p>
<p><em>Boulevard Corner Palace</em> de Cláudia Picci.</p>
<p><strong>Prêmio Dom Quixote – o Perseguidor da Utopia</strong></p>
<p>Fernanda Azevedo, da Kiwi Cia de Teatro</p>
<p>Maysa Lepique, do coletivo Atuadoras</p>
<p>Simone Pavaneli, do Núcleo Pavanelli</p>
<p>O <strong>Prêmio Heleny Guariba</strong> faz parte do projeto “<em>E a luta continua&#8230; </em>“ do Núcleo do 184 contemplado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mulhercooperada.wordpress.com/146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mulhercooperada.wordpress.com/146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mulhercooperada.wordpress.com/146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mulhercooperada.wordpress.com/146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mulhercooperada.wordpress.com/146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mulhercooperada.wordpress.com/146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mulhercooperada.wordpress.com/146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mulhercooperada.wordpress.com/146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mulhercooperada.wordpress.com/146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mulhercooperada.wordpress.com/146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mulhercooperada.wordpress.com/146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mulhercooperada.wordpress.com/146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mulhercooperada.wordpress.com/146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mulhercooperada.wordpress.com/146/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mulhercooperada.wordpress.com&amp;blog=12262639&amp;post=146&amp;subd=mulhercooperada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Estação Caneca Espaço Cultural Trilhas da Arte apresenta 6 espetáculos</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Nov 2010 19:18:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maysa Lepique</dc:creator>
				<category><![CDATA[teatro]]></category>
		<category><![CDATA[teatro de grupo]]></category>

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		<description><![CDATA[Inspirada no ritmo de uma das regiões mais badaladas da cidade de São Paulo, Rua Frei Caneca (paralelo ao movimentado Baixo Augusta), a trupe inaugura sua sede e reúne charme gastronômico de um Café Gourmet a um amplo Espaço Cultural, que este ano faz homenagem a “alma feminina”. Fundada há 19 anos pelo diretor, ator [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mulhercooperada.wordpress.com&amp;blog=12262639&amp;post=136&amp;subd=mulhercooperada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:x-small;">Inspirada no ritmo de uma das regiões mais badaladas da cidade de São Paulo, Rua Frei Caneca (paralelo ao movimentado Baixo Augusta), a trupe inaugura sua sede e reúne charme gastronômico de um Café Gourmet a um amplo Espaço Cultural, que este ano faz homenagem a “alma feminina”.</span><span style="font-size:x-small;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Fundada há 19 anos pelo diretor, ator e autor Antonio Ginco e a atriz Juliana Calligaris, bacharel em Filosofia e pesquisadora teatral, a trupe do Trilhas da Arte-Pesquisas Cênicas veio à cena em Americana-SP como Cia Se Liga, onde permaneceu por 14 anos. Hoje, reinventa o seu fazer artístico em seu novo Espaço Cultural inaugurado neste novembro.</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><strong>.:: Sobre o Espaço::.</strong></span><span style="font-size:x-small;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">A iniciativa de criação do Espaço partiu da ideia de conceber um ambiente que reunisse  diversas possibilidades artísticas exatamente nesta região da cidade. “O bairro se destaca por reunir um público ávido por diversidade e novidade. Incluir esses desejos em um Espaço Artístico foi a forma que encontramos para esta realização”, definem os artistas.</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><a href="http://mulhercooperada.files.wordpress.com/2010/11/dscf0627.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-139" title="DSCF0627" src="http://mulhercooperada.files.wordpress.com/2010/11/dscf0627.jpg?w=460&#038;h=306" alt="" width="460" height="306" /></a></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">O <em>Estação Caneca – Espaço Cultural Trilhas</em> <em>da Arte</em> contará com o <strong>café gourmet</strong>, um espaço gastronômico especializado que, além do expresso tradicional, contará com 18 bebidas à base de café exclusivas para o local<span style="text-decoration:line-through;">. </span>Para complementar, o espaço contará com uma <strong>mini revistaria-livraria</strong>, <strong>miniauditório </strong>com 20 lugares (disponível para mostras cinematográficas), <strong>sala de prática cênica</strong> para dança e teatro disponível para cursos e workshops, <strong>galeria para exposição de artes plásticas</strong>, <strong>camarins e banheiros com chuveiro</strong> e <strong>teatro</strong> com capacidade para 40 pessoas. </span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><strong>.:: Agenda do Estação Caneca – Espaço Cultural Trilhas da Arte::.</strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><strong>Tema: “Mulheres”</strong></span><span style="font-size:x-small;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><strong>1-  </strong><strong>“Senhorita Júlia” – Grupo Trilhas da Arte</strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><strong>Quintas – feiras, 21horas  &#8211; </strong></span><span style="font-size:x-small;"><strong>até 16/12</strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><strong> Texto: tradução e adaptação da obra August Strindberg </strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><strong>Direção: Antonio Ginco</strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><strong>Elenco: Marcelo Bosso, Juliana Calligaris, Liz Nunes.</strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><strong>Fotos: Lenise Pinheiro</strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><strong>Sobre a peça:  Era noite de São João, a noite dos sonhos, as camponesas da fazenda da família organizam festejos, com música, comidas e danças. Enquanto a criada Cristina termina seus afazeres domésticos, seu noivo João, empregado das terras, vai buscá-la para a festa. Chega inesperadamente Senhorita Júlia, a noite avança e, de súbito, como um fogo ardente, acende-se uma paixão entre Júlia e João. Animada pelo vinho e pela cerveja, Júlia dança com João, relembram suas infâncias tão diversas socialmente e falam de seus sonhos íntimos. A partir de então, assuntos como a relação entre as classes sociais e a valorização da mulher na sociedade entre religiosidade, fé, leis universais e destino vêm à tona nesta trama. </strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><strong> </strong></span> </p>
<p><span style="font-size:x-small;"><strong>2-  </strong><strong>“Borboletas de Sol de Asas Magoadas” – Evelyn Ligocki</strong></span><span style="font-size:x-small;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Sextas – feiras, 21h30 &#8211; </span><span style="font-size:x-small;">até 17/12</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Concepção, Interpretação e Direção: Evelyn Ligocki </span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Co-Direção: Celina Alcântara </span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Sobre o espetáculo: O espectador é um dos visitantes da casa de Bety, travesti das ruas do centro de Porto Alegre-RS. No local, o público mergulha no universo comum a todas as travestis, ora cintilante, ora opaco, de preconceitos, risos, silicone, sexo, música, salto alto, desprezo, solidão e &#8220;super-feminilidade&#8221;. Para essa criação a atriz pesquisou por oito anos nas ruas, casas, boates e na Igualdade – Associação de Travestis e Transexuais do Rio Grande do Sul o universo que compõe sua personagem. Por este trabalho, Ligocki já recebeu o Troféu Açorianos &#8220;Atriz Revelação&#8221; RS e a indicação ao Prêmio Qualidade Brasil Melhor Atriz SP.</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><strong>3- “Brutas Flores” – por Cia Móbiles</strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><strong> </strong>Sábados, 19h30 &#8211; </span><span style="font-size:x-small;">até 18/12</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Direção de ator: Ana Paula Pais<br />
Direção de movimento: Bruno Gasparotto</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Elenco: Ana Paula Pais, Breno Capodeferro, Bruno Gasparotto, Cristiane Ciancio, Laís Alpi e Thaís Polidoro</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Sobre o espetáculo: Olhar as mulheres sob seus próprios olhos tocá-las com suas mãos, amá-las rasgando-lhes o peito e vê-las além das mães, além das amantes e além do óbvio.</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Brutas flores em um jardim suspenso contam histórias de outras flores em seus jardins vulgares, mais que isso, vivem essas histórias, tocam feridas abertas firmando assim uma aliança com essas mulheres atemporais.</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><strong> </strong></span> </p>
<p><span style="font-size:x-small;"><strong>4- “Obs.Cenas” – Grupo Estopim</strong></span><span style="font-size:x-small;"><strong> </strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Sábados, 21h30 &#8211; </span><span style="font-size:x-small;">até 18/12</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Texto: Hilda Hilst<br />
Diretor de Encenação: Osvaldo Beraldo<br />
Direção de interpretação: Zeca Coelho<br />
Elenco: Fabiana Pantarotto, Gláucia Neves e Patrícia Claro</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Sobre o espetáculo: Inspirado na obra de Hilda Hilst. Após o prólogo desfilam crônicas: vozes da paixão dos que clamam por justiça, paz e igualdade na realidade de nossos tempos. Na segunda parte,  poesias brincam, de forma burlesca, com temas do universo de nossas aflições sexuais: poemas que se assemelham a contos de fadas para adultos. No epílogo, palavras: poesias revelam a efemeridade do tempo e da vida. </span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"> </span> </p>
<p><span style="font-size:x-small;"><strong>5- “Quando as Máquinas Param” – Cia de Baco</strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><strong> </strong>Domingos, 19h30 &#8211; </span><span style="font-size:x-small;">até 19/12 </span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"> Texto: Plínio Marcos</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Direção: Marcelo Ferraz</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Atores: Gláucia Neves e Otávio Delaneza </span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"> Sobre o espetáculo:  Relação afetiva e amorosa: um jovem casal que lutar diariamente contra todas as limitações sociais que colocam em risco a continuidade e objetivo do seu amor. Como caminhar para o futuro se não temos mais esperanças? Quanto tempo pode o ser humano suportar sem perder sua dignidade, sua moral e sua ética? Pode o amor com toda a sua grandeza e força vencer um cenário de asfixia social.</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"> </span> </p>
<p><span style="font-size:x-small;"> </span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><strong><span style="text-decoration:underline;">Serviço:</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Estação Caneca Espaço Cultural Trilhas da Arte </span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Rua Frei Caneca 384</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Programação do Teatro:  terça-feira a domingo (Até 19/12)</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Ingressos: R$30 (meia entrada R$15)</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Informações: 11-2371-5744 <a href="mailto:contato@trilhasdaarte.com.br" target="_blank">contato@trilhasdaarte.com.br</a></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Acesso a deficientes físicos e Estacionamento no local. </span><span style="font-size:x-small;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><a href="http://www.trilhasdaarte.com.br/" target="_blank">www.trilhasdaarte.com.br/</a> </span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><a href="http://www.estacaocaneca.com.br/" target="_blank">www.estacaocaneca.com.br/</a> <a href="http://trilhasdaarte.blogspot.com/" target="_blank">http://trilhasdaarte.blogspot.com</a></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Facebook: Trilhas da Arte Pesquisas Cênicas</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Twitter: @trilhasdaarte</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mulhercooperada.wordpress.com/136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mulhercooperada.wordpress.com/136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mulhercooperada.wordpress.com/136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mulhercooperada.wordpress.com/136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mulhercooperada.wordpress.com/136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mulhercooperada.wordpress.com/136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mulhercooperada.wordpress.com/136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mulhercooperada.wordpress.com/136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mulhercooperada.wordpress.com/136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mulhercooperada.wordpress.com/136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mulhercooperada.wordpress.com/136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mulhercooperada.wordpress.com/136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mulhercooperada.wordpress.com/136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mulhercooperada.wordpress.com/136/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mulhercooperada.wordpress.com&amp;blog=12262639&amp;post=136&amp;subd=mulhercooperada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Amanhã é dia de irmos para as ruas!</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Nov 2010 10:51:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maysa Lepique</dc:creator>
				<category><![CDATA[estatísticas]]></category>
		<category><![CDATA[latinas]]></category>
		<category><![CDATA[movimento feminista]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra mulher]]></category>

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		<description><![CDATA[25 de novembro Dia Latino americano e caribenho de luta CONTRA A VIOLÊNCIA À MULHER &#160; Por ocasião do Dia Latinoamericano e Caribenho de Luta contra a Violência contra a Mulher, nós, do movimento feminista, vimos a público para expressar a nossa indignação frente à persistência e crueldade da violência contra a mulher e a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mulhercooperada.wordpress.com&amp;blog=12262639&amp;post=130&amp;subd=mulhercooperada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><span style="color:#800080;"><strong>25 de  novembro</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#800080;"><strong>Dia Latino  americano e caribenho de luta </strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#800080;"><strong> CONTRA A VIOLÊNCIA À  MULHER</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por ocasião do Dia Latinoamericano e Caribenho de  Luta contra a Violência contra a Mulher, nós, do movimento feminista, vimos a  público para expressar a nossa indignação frente à persistência e crueldade da  violência contra a mulher e a falta de empenho e compromisso dos governos e  órgãos competentes para reverter esta situação.</p>
<p>A violência contra a mulher é a maior expressão das  desigualdades vividas entre homens e mulheres na sociedade. A raiz desta  violência está no sistema capitalista e patriarcal que impõem uma necessidade de  controle, apropriação e exploração do corpo, vida e sexualidade das mulheres.  Esta violência, ao mesmo tempo em que é produto da opressão patriarcal, também  estrutura a subordinação das mulheres.</p>
<p>A violência marca o cotidiano de milhares de  mulheres que têm suas integridades físicas e psicológicas violadas, a  sexualidade controlada, receosas em espaços públicos, com sua liberdade de ir e  vir cerceada, e suas vidas profissionais limitadas.</p>
<p>Hoje, outras formas de expressão do machismo e  misoginia têm se intensificado na sociedade, como a mercantilização do corpo e  vida das mulheres com a imposição de padrões estéticos e de beleza baseados na  magreza e na eterna juventude. Essa imposição reforça o consumo exacerbado e  fútil, ao mesmo tempo em que mina o amor próprio das mulheres. Há uma permanente  desqualificação àquelas que estão fora dos padrões, fato que é usado como  justificativa para violência. Cada vez mais o cotidiano de milhares de mulheres  é marcado por uma série de humilhações e agressões. Entre os exemplos recentes  que causaram indignação está o “rodeio das gordas”, promovido pelos alunos da  UNESP, em que meninas que, na visão dos alunos, estavam fora dos padrões de  peso, foram &#8220;montadas&#8221; como acontecem nos rodeios.</p>
<p>Estes episódios também chamam a atenção para a  forma como a violência tem um forte componente da virilidade, que a identidade  masculina cultua e valoriza desde a infância.</p>
<p>Esta violência se intensifica quando aliada ao  racismo, que tem feito das jovens, principalmente negras, as maiores vítimas do  trafico de mulheres e do aliciamento à prostituição, que alimenta o capital de  grandes empresas e máfias pelo Brasil e mundo afora.</p>
<p>Os crimes de ódio e a banalização da violência têm  sido uma triste marca do último período, com a morte de Eliza Samudio   em Minas  Gerais e de Mércia Nakashima,  em Guarulhos. São  exemplos que se ressaltam pelo nível da crueldade e banalização destas vidas,  além do descaso, pois elas já haviam denunciado a  situação.</p>
<p>A nossa sociedade persiste no modelo da divisão  sexual do trabalho que imputa às mulheres a prioridade do trabalho doméstico e  de cuidados. As mulheres estão sobrecarregadas, mas as tarefas de reprodução da  vida não são valorizadas, nem reconhecidas como parte da economia. Ao mesmo  tempo em que, por esta mesma razão, as mulheres se transformam em mão de obra  barata no mercado de trabalho. Muitas, pelas responsabilidades que têm na casa e  família, são obrigadas a abrir mão do emprego, ficando sem autonomia econômica,  o que as torna mais vulneráveis frente à violência.</p>
<p>Já faz quatro décadas que o movimento feminista  brasileiro vem lutando para que a violência sexista seja compreendida como um  problema político e social, fundado nas relações de poder entre homens e  mulheres. Mas que, por se dar, na maioria das vezes nas relações familiares e  afetivas, a sociedade tenta naturalizar ou tratar como algo privado e sem  relevância social. Neste sentido, a criação da lei Maria da Penha contribuiu  para desnaturalizar e tipificar a violência contra a mulher como um crime. O  grande desafio após quatro anos da lei é implementá-la na pratica em todas as  suas dimensões. Os obstáculos estão fundados na omissão de muitos governos  estaduais e municipais, que se soma ao machismo impregnado no sistema judiciário  e órgãos afins, para que a lei Maria da Penha se transforme em letra  morta.</p>
<p>Sabemos que, para superar de fato a violência  contra a mulher, são necessárias políticas estruturais que alterem o status da  mulher na sociedade, e políticas publicas de apoio e prevenção à violência. Mas  não abrimos mão de que também haja punição, pois a impunidade dos agressores é  que lhes dá a certeza de continuar praticando a violência. Recai sobre a mulher  todo o estigma da violência enquanto o agressor é poupado e preservado em sua  cidadania.</p>
<p>Nós acreditamos que só as mulheres organizadas em  luta poderemos transformar essa realidade, por isso nesse 25 de novembro de  2010, estaremos nas ruas denunciando a violência pois queremos que ela seja  considerado algo inaceitável por todas à sociedade; Estaremos exigindo políticas  de igualdade para às mulheres sejam efetivadas no Estado Brasileiro no  executivo, no legislativo e judiciário.</p>
<p><strong>A realidade da violência contra a  mulher no Brasil</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Segundo o Mapa da Violência 2010, realizado pelo  Instituto Sangari, uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil, o que  faz do país o 12° no ranking mundial de assassinatos de mulheres. 40% dessas  mulheres têm entre 18 e 30 anos. A maioria das vítimas é morta por parentes,  maridos, namorados, ex-companheiros ou homens que foram rejeitados por  elas.</p>
<p>Em dez anos (de  1997 a 2007), 41.532 meninas  e adultas foram assassinadas, segundo o Mapa da Violência 2010, estudo dos  homicídios feito com base nos dados do SUS. A média brasileira é de 3,9 mortes  por 100 mil habitantes; e o estado mais violento para as mulheres é o Espírito  Santo, com um índice de 10,3 mortes. No Rio, o 8 mais violento, a taxa é de 5,1  mortes. Em São Paulo a taxa é de 2,8.</p>
<p>Dados do Disque-Denúncia, do Governo Federal,  mostram que a violência ocorre na frente dos filhos: 68% assistem às agressões e  15% sofrem violência física com as mães.</p>
<p>A violência contra a mulher é a maior preocupação  para 56% das mulheres entrevistadas pela pesquisa realizada por IBOPE e  Instituto Avon em 2009.  A mesma pesquisa aponta que 55% dos entrevistados conhecem  pelo menos um caso de violência doméstica.</p>
<p>Segundo pesquisa realizada pela Subsecretaria de  Pesquisa e Opinião Pública do Senado Federal em 2005, 54% das mulheres  entrevistadas acreditam que as leis existentes no Brasil protegem as mulheres da  violência doméstica. Na mesma pesquisa, 40% das entrevistadas declararam já ter  presenciado algum ato de violência contra mulheres e 17% afirmaram já ter  sofrido violência, sendo que dessas, 55% sofreram violência física, 24%  violência psicológica, 14% violência moral e 7% violência sexual.</p>
<p>Entre as mulheres agredidas, 71% foram vítimas mais  de uma vez e 50% quatro vezes ou mais, segundo a mesma pesquisa. O marido ou  companheiro é responsável por 65% das agressões.</p>
<p>91% dos brasileiros consideram muito grave o fato  de mulheres serem agredidas por companheiros e maridos. As mulheres são mais  enfáticas (94%), mas, ainda assim, 88% dos homens concordam com a alta gravidade  do problema. (Pesquisa IBOPE/  Instituto Patrícia  Galvão , 2004).</p>
<p>A idéia de que a mulher deve aguentar agressões em  nome da estabilidade familiar é claramente rejeitada pelos entrevistados (86%),  assim como o chavão em relação ao agressor, “ele bate, mas ruim com ele, pior  sem ele”, que é rejeitado por 80% dos entrevistados (Pesquisa IBOPE/   Instituto  Patrícia Galvão , 2004).</p>
<p>Em uma pergunta que pede um posicionamento mais  próximo daquilo que o entrevistado pensa, 82% respondem que “não existe nenhuma  situação que justifique a agressão do homem a sua mulher”. Em contrapartida, 16%  (a maioria homens) conseguem imaginar situações em que há essa possibilidade.  Observa-se que 19% dos homens admitem a agressão, assim como 13% das mulheres  (Pesquisa IBOPE/  Instituto Patrícia Galvão ,  2004).</p>
<p><strong>Dados Lei Maria da  Penha</strong></p>
<p>Segundo pesquisa realizada pelo IBOPE e Themis &#8211;  Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero, em parceria  com o Instituto  Patrícia Galvão, 68% dos entrevistados declararam conhecer a  Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06).<br />
A Lei é mais conhecida nas regiões Norte e  Centro-Oeste, onde 83% dos entrevistados conhecem a Lei e seu conteúdo. No  Nordeste e Sul as taxas de conhecimento são, respectivamente, de 77% e  79%.</p>
<p>Apesar da percepção do problema da violência  doméstica contra a mulher e do conhecimento da Lei Maria da Penha, 42% da  população diz que as mulheres não costumam procurar algum serviço ou apoio em  caso de agressão do companheiro (IBOPE/Themis)</p>
<p>Segundo os entrevistados, o serviço mais procurado  é o da delegacia da mulher (38%), sobretudo no Nordeste (44%) e nas capitais  (45%). A delegacia comum de polícia vem na sequência, com 19%.  (IBOPE/Themis)</p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><span style="color:#800080;"><strong>Seguiremos  em Marcha até que todas sejamos LIVRES!</strong></span></p>
<p><span style="color:#800080;"><strong>Marcha  Mundial Das Mulheres</strong></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mulhercooperada.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mulhercooperada.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mulhercooperada.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mulhercooperada.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mulhercooperada.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mulhercooperada.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mulhercooperada.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mulhercooperada.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mulhercooperada.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mulhercooperada.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mulhercooperada.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mulhercooperada.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mulhercooperada.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mulhercooperada.wordpress.com/130/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mulhercooperada.wordpress.com&amp;blog=12262639&amp;post=130&amp;subd=mulhercooperada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Fomento para mulheres</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Nov 2010 16:03:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maysa Lepique</dc:creator>
				<category><![CDATA[dramaturgia]]></category>
		<category><![CDATA[fomento ao teatro]]></category>
		<category><![CDATA[teatro de grupo]]></category>
		<category><![CDATA[teatro feminista]]></category>

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		<description><![CDATA[Dois projetos da XVI edição do Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo tem olhar sobre a condição da mulher. São eles &#8220;Carne &#8211; Patriarcado e Capitalismo&#8221; da Kiwi Cia de Teatro e &#8220;E a luta continua&#8230;&#8221; do Núcleo 184 &#8211; ambos já citados aqui no blog. Vale a pena conferir [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mulhercooperada.wordpress.com&amp;blog=12262639&amp;post=122&amp;subd=mulhercooperada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dois projetos da XVI edição do Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo tem olhar sobre a condição da mulher. São eles &#8220;Carne &#8211; Patriarcado e Capitalismo&#8221; da Kiwi Cia de Teatro e &#8220;E a luta continua&#8230;&#8221; do Núcleo 184 &#8211; ambos já citados aqui no blog.</p>
<p>Vale a pena conferir as atividades propostas pelos projetos e ver como há diversidade no tratamento e reflexão sobre a mulher na arte e no mundo.</p>
<p><strong>O Núcleo 184 </strong>propõe a segunda edição do <em>Feminina Dramaturgia</em> &#8211; concurso de dramaturgia exclusivamente para mulheres. A iniciativa de Dulce Muniz, diretora do grupo, busca chamar atenção para a produção dramtúrgica de mulheres, que apesar de ser riquíssima, tem espaço muito menor em concursos e prêmios, assim como é menor a presença de mulheres em comissões e mesas de debates.</p>
<p>A comissão julgadora do <em>Feminina Dramaturgia</em> será composta por Georgette Fadel, Denise Del Vecchio e Tereza Aguiar.</p>
<p><a href="http://mulhercooperada.files.wordpress.com/2010/11/nucleo184-450x298.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-123" title="nucleo184-450x298" src="http://mulhercooperada.files.wordpress.com/2010/11/nucleo184-450x298.jpg?w=450&#038;h=298" alt="" width="450" height="298" /></a></p>
<p>INSCRIÇÕES: até dia 05/12, por correio ou pessoalmente no Studio 184 &#8211; Praça Franklin Roosevelt, 184, CEP 01303-020, das11hs às 22hs. A canditada deverá apresentar 3 cópias do texto com um pseudônimo e em documento separado, nome completo e pseudônimo, RG, CPF, endereço e telefone.</p>
<p>As três primeiras colocadas, além de leitura dramática das obras, receberão premiação em dinheiro &#8211; R$ 3.000,00 para a primeira colocada, R$ 2.500,00 para a segunda e R$ 2.000,00 para a terceira.</p>
<p>Já a <strong>Kiwi Cia de Teatro </strong>está rodando a cidade com o espetáculo <em>Carne</em>. As atrizes Fernanda Azevedo e Mônica Rodrigues dividem a cena com o músico Eduardo Contrera em cenas que exploram e revelam diferentes formas de opressão da mulher. O roteiro é de Fernando Kinas, diretor da peça e da cia, e tem forte contracena com vídeo.</p>
<p>O resultado é uma obra extremamente comunicativa e potente reveladora de hábitos e cultura da nossa sociedade que tem o machismo na base de sua formação.</p>
<p>Durante a Mostra Sesc de Artes, <em>Carne</em> será apresentada nos dias 19 e 20 de novembro às 21hs, no Sesc Pompeia &#8211; Rua Clélia, 93. No sábado, após a apresentação, debate com Tatau Godinho, socióloga e integrante da Secretaria Nacional de Mulheres.</p>
<p>Assista o vídeo: <span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mulhercooperada.wordpress.com/2010/11/11/fomento-para-mulheres/"><img src="http://img.youtube.com/vi/MavuUUbu440/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p><a href="http://mulhercooperada.files.wordpress.com/2010/11/carne1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-125" title="carne" src="http://mulhercooperada.files.wordpress.com/2010/11/carne1.jpg?w=460&#038;h=681" alt="" width="460" height="681" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mulhercooperada.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mulhercooperada.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mulhercooperada.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mulhercooperada.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mulhercooperada.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mulhercooperada.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mulhercooperada.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mulhercooperada.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mulhercooperada.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mulhercooperada.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mulhercooperada.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mulhercooperada.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mulhercooperada.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mulhercooperada.wordpress.com/122/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mulhercooperada.wordpress.com&amp;blog=12262639&amp;post=122&amp;subd=mulhercooperada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>E a luta continua!!!</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Oct 2010 23:16:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maysa Lepique</dc:creator>
				<category><![CDATA[ditadura militar]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[teatro de grupo]]></category>
		<category><![CDATA[teatro do oprimido]]></category>
		<category><![CDATA[teatro jornal]]></category>
		<category><![CDATA[teatro social]]></category>

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		<description><![CDATA[De casaco de lã e chapéu, sua imagem me levou diretamente para a Revolução Russa! Dulce Muniz, atriz, diretora e dramaturga, recebeu o blog da cooperada em seu teatro na Praça Roosevelt, o Studio 184. Autora dos textos “Iara, camarada e amante”, “Heleny, Heleny – doce colibri” e “Rosa Vermelha”, Dulce tem a mulher na [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mulhercooperada.wordpress.com&amp;blog=12262639&amp;post=104&amp;subd=mulhercooperada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De casaco de lã e chapéu, sua imagem me levou diretamente para a Revolução Russa!</p>
<p><strong>Dulce Muniz</strong>, atriz, diretora e dramaturga, recebeu o <em>blog da cooperada</em> em seu teatro na Praça Roosevelt, o Studio 184.</p>
<p>Autora dos textos “Iara, camarada e amante”, “Heleny, Heleny – doce colibri” e “Rosa Vermelha”, Dulce tem a mulher na resistência como foco da sua dramaturgia.</p>
<p>Ela nos conta sobre a trajetória de sua formação, o grande envolvimento com a militância desde os tempos da ditadura militar, a criação do Teatro Jornal e sua evolução para o Teatro do Oprimido. Conta também do projeto que o Núcleo 184 realiza com subsídio do Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.</p>
<p>Acompanhe nos vídeos abaixo trechos da entrevista: uma aula da relação entre vida, arte e política em um rico memorial!</p>
<p>&#8220;Da foice e do martelo&#8221;: o gosto pelo estudo, a necessidade do estudo</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mulhercooperada.wordpress.com/2010/10/10/e-a-luta-continua/"><img src="http://img.youtube.com/vi/BbpR3S9iD7c/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Enganado o censor: a formação do Teatro Jornal, embrião do Teatro do Oprimido</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mulhercooperada.wordpress.com/2010/10/10/e-a-luta-continua/"><img src="http://img.youtube.com/vi/4ZHdjrEdyRU/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>&#8220;Eu não sou feminista&#8221;</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mulhercooperada.wordpress.com/2010/10/10/e-a-luta-continua/"><img src="http://img.youtube.com/vi/HamthX-Mgbk/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>&#8220;E a luta continua! &#8211; a Lei de Fomento do Núcleo 184</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mulhercooperada.wordpress.com/2010/10/10/e-a-luta-continua/"><img src="http://img.youtube.com/vi/kc2rDshaCYM/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Pra terminar&#8230; Dulce Muniz é:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mulhercooperada.wordpress.com/2010/10/10/e-a-luta-continua/"><img src="http://img.youtube.com/vi/aK9S9jC_Ow4/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p><strong>Studio 184</strong></p>
<p>Praça Roosevelt, 184 &#8211; Centro</p>
<p>(11) 3259-6940</p>
<p>para conhecer mais:</p>
<p><a href="http://www.rls.org.br">Instituto Rosa Luxemburgo</a></p>
<p><a href="http://ctorio.org.br/novosite">CTO &#8211; Centro Teatro do Oprimido</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mulhercooperada.wordpress.com/104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mulhercooperada.wordpress.com/104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mulhercooperada.wordpress.com/104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mulhercooperada.wordpress.com/104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mulhercooperada.wordpress.com/104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mulhercooperada.wordpress.com/104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mulhercooperada.wordpress.com/104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mulhercooperada.wordpress.com/104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mulhercooperada.wordpress.com/104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mulhercooperada.wordpress.com/104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mulhercooperada.wordpress.com/104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mulhercooperada.wordpress.com/104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mulhercooperada.wordpress.com/104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mulhercooperada.wordpress.com/104/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mulhercooperada.wordpress.com&amp;blog=12262639&amp;post=104&amp;subd=mulhercooperada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Cine Feminista</title>
		<link>http://mulhercooperada.wordpress.com/2010/09/09/cine-feminista/</link>
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		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 13:50:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maysa Lepique</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[direitos sexuais e reprodutivos]]></category>

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		<description><![CDATA[Vejam só, que ótimo: O CIM e a MMM realizarão na sexta-feira, 17 de setembro, às 19h00 a exibição do filme Clandestinas: o aborto no Brasil, seguido de debate entre as presentes. Essa ação é parte da iniciativa da MMM e do CIM no mês de setembro, que é marcado pelo debate sobre a legalização [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mulhercooperada.wordpress.com&amp;blog=12262639&amp;post=97&amp;subd=mulhercooperada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vejam só, que ótimo:</p>
<p><span style="font-size:x-small;color:#800080;font-family:Arial;">O CIM e a MMM realizarão na sexta-feira, 17 de setembro, às 19h00 a exibição do filme Clandestinas: o aborto no Brasil, seguido de debate entre as presentes. Essa ação é parte da iniciativa da MMM e do CIM no mês de setembro, que é marcado pelo debate sobre a legalização do Aborto no Brasil. </span></p>
<p><span style="font-size:x-small;color:#800080;font-family:Arial;"> </span><span style="font-size:x-small;color:#800080;font-family:Arial;">Sobre o filme: </span></p>
<p><span style="font-size:x-small;color:#800080;font-family:Arial;">Trata-se do trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo da Universidade de São Paulo realizado por Ana Carolina Moreno, em 2006. Traz um panorama da situação da ilegalidade do aborto no Brasil, tendo como perspectiva a atuação do movimento de mulheres.  </span></p>
<p><span style="font-size:x-small;color:#800080;font-family:Arial;">Serviço:</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;color:#800080;font-family:Arial;">Dia 17 de setembro, às 19h00</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;color:#800080;font-family:Arial;">Local: CIM – Praça Roosevelt, 605, ao lado da igreja da Consolação.</span></p>
<p><a href="http://mulhercooperada.files.wordpress.com/2010/09/clandestinas.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-98" title="Clandestinas" src="http://mulhercooperada.files.wordpress.com/2010/09/clandestinas.jpg?w=460&#038;h=297" alt="" width="460" height="297" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mulhercooperada.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mulhercooperada.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mulhercooperada.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mulhercooperada.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mulhercooperada.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mulhercooperada.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mulhercooperada.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mulhercooperada.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mulhercooperada.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mulhercooperada.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mulhercooperada.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mulhercooperada.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mulhercooperada.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mulhercooperada.wordpress.com/97/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mulhercooperada.wordpress.com&amp;blog=12262639&amp;post=97&amp;subd=mulhercooperada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>

		<media:content url="http://mulhercooperada.files.wordpress.com/2010/09/clandestinas.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Clandestinas</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Entrevista com Iná Camargo</title>
		<link>http://mulhercooperada.wordpress.com/2010/07/27/entrevista-com-ina-camargo/</link>
		<comments>http://mulhercooperada.wordpress.com/2010/07/27/entrevista-com-ina-camargo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 02:15:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maysa Lepique</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[movimento feminista]]></category>
		<category><![CDATA[teatro de grupo]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra mulher]]></category>

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		<description><![CDATA[Por ter sido vizinha da Iná durante dois anos numa travessa da avenida Pompeia, já sabia que não adiantava chegar em sua casa antes das 15hs. Além dos horários da minha querida entrevistada, em frente à sua porta rola uma ótima feira livre às quartas feiras. Iná Camargo Costa é professora universitária aposentada do departamento [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mulhercooperada.wordpress.com&amp;blog=12262639&amp;post=84&amp;subd=mulhercooperada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por ter sido vizinha da Iná durante dois anos numa travessa da avenida Pompeia, já sabia que não adiantava chegar em sua casa antes das 15hs. Além dos horários da minha querida entrevistada, em frente à sua porta rola uma ótima feira livre às quartas feiras.</p>
<p>Iná Camargo Costa é professora universitária aposentada do departamento de Letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São  Paulo; manja tudo de Teatro Épico, é grande colaboradora de vários grupos de teatro da cidade e é autora dos livros <strong>Panorama do Rio Vermelho</strong>, Ed. Nankim; <strong>Sinta o drama</strong>, Ed. Vozes; <strong>A Hora do Teatro Épico no Brasil</strong>, Ed. Graal.</p>
<p>Então, naquela tarde chuvosa do dia 14 de julho, fui recebida na sala aconchegante de sua casa para mais uma conversa deliciosa.</p>
<p>Começamos falando sobre o entendimento que a sociedade tem do profissional da arte, a dificuldade de reconhecimento da nossa profissão num país onde se trabalha no que for possível e que garanta o mínimo para sobreviver.</p>
<p>Contei a ela que quando um grupo de teatro abre bate papo com o público depois de uma apresentação de seu espetáculo, é comum que o elenco escute a pergunta “mas vocês trabalham com o quê?” ou “mas vocês vivem do quê?”.</p>
<p>A pergunta acaba por revelar que viver de arte no Brasil é um luxo, como conta Iná indo desde a Commedia dell’Arte até a sobrevivência dos nossos grupos, passando pela função da Cooperativa Paulista de Teatro e pela importância do movimento Arte Contra a Barbárie:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mulhercooperada.wordpress.com/2010/07/27/entrevista-com-ina-camargo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/ibMe4GkPXdc/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>E a mulher profissional da arte? Diante desse quadro, como ficam as mulheres que, além de terem escolhido a arte, o teatro, como meio de vida, são profissionais autônomas, portanto não usufruem nem dos mínimos direitos conquistados pelas trabalhadoras que têm carteira de trabalho assinada?</p>
<p>Iná fala da relação <em>liberdade do homem X escravidão da mulher</em> como condição de constituição do capitalismo, o embrutecimento que o trabalho doméstico exclusivo provoca, sugere novas possibilidades de organização da família e, consequentemente, da sociedade – claro, a partir da ação coletiva de cidadãs e cidadãos, <strong><em>desnaturalizando</em></strong> (!!!) o papel que foi grudado à identidade da mulher ao longo da história da humanidade.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mulhercooperada.wordpress.com/2010/07/27/entrevista-com-ina-camargo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/ihSHB15UjS4/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>É de dentro dos movimentos sociais que saem as propostas de transformação da sociedade, as propostas de lei, as reivindicações por condições mais justas e igualitárias de direitos etc. Assim, o movimento feminista – ainda extremamente ativo, pra quem não sabe&#8230; – luta intensamente pelos direitos das mulheres.</p>
<p>Aí levantamos duas questões: primeiro a diversidade de segmentos dentro do movimento feminista (as trabalhadoras do campo, as operárias, as mulheres negras, as lésbicas, as intelectuais e por aí vai) e a ojeriza que as pessoas no geral tem em relação ao termo “feminista”. Ao perguntar para uma mulher se ela é feminista, a resposta mais comum é “Eu não! De jeito nenhum!!! Eu acho que homens e mulheres devem ter os mesmos direitos, acho errado homem bater em mulher, acho errado homem ganhar mais do que mulher, mas <em>feminista</em>, isso não!” – ou seja, essa mulher É feminista!</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mulhercooperada.wordpress.com/2010/07/27/entrevista-com-ina-camargo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/P8jku-zMBiM/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Estamos nesse momento acompanhando na mídia dois casos de femicídio – o assassinato da advogada Mercia e o de Eliza Samudio. Dado da Organização das Nações Unidas aponta que a cada 15 segundos uma mulher é espancada no Brasil. Outro dado revela que o assassinato é a terceira <em>causa mortis</em> da mulher brasileira, sendo que na grande maioria dos casos, o assassinato é cometido por um homem próximo à mulher (marido, ex marido, ex namorado, amante, pai, etc).</p>
<p>O movimento feminista lançou a bandeira (publicada no post anterior desse blog) MACHISMO MATA. Sobre esse tema, veja o que diz Iná:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mulhercooperada.wordpress.com/2010/07/27/entrevista-com-ina-camargo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/qyOiIBqDRBI/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>E, por fim, Iná fala sobre a violência do estado, partindo da liberdade de se armar do cidadão americano e chegando à definição contraditória de <em>direito à propriedade</em>:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://mulhercooperada.wordpress.com/2010/07/27/entrevista-com-ina-camargo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/9Mc2R1Q1_r4/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;"><em>A condição da mulher é a medida do progresso humano.</em></span></p>
<p style="text-align:center;">(Marx, por Iná)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mulhercooperada.wordpress.com/84/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mulhercooperada.wordpress.com/84/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mulhercooperada.wordpress.com/84/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mulhercooperada.wordpress.com/84/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mulhercooperada.wordpress.com/84/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mulhercooperada.wordpress.com/84/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mulhercooperada.wordpress.com/84/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mulhercooperada.wordpress.com/84/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mulhercooperada.wordpress.com/84/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mulhercooperada.wordpress.com/84/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mulhercooperada.wordpress.com/84/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mulhercooperada.wordpress.com/84/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mulhercooperada.wordpress.com/84/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mulhercooperada.wordpress.com/84/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mulhercooperada.wordpress.com&amp;blog=12262639&amp;post=84&amp;subd=mulhercooperada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Femicídio &#8211; consequências do patriarcado na vida (?) das mulheres</title>
		<link>http://mulhercooperada.wordpress.com/2010/07/11/femicidio-consequencias-do-patriarcado-na-vida-das-mulheres/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 13:39:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maysa Lepique</dc:creator>
				<category><![CDATA[estatísticas]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra mulher]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Uma mulher foi assassinada por seu companheiro. Como se manifesta o patriarcalismo em cada país? Por que homens matam suas mulheres em sociedades patriarcais? Que regime social, que moral, que regime econômico permitem espancamentos e mortes? Por que, sobre elas, cai o silêncio? (&#8230;)&#8221; Augusto Boal Em briga de marido e mulher se mete a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mulhercooperada.wordpress.com&amp;blog=12262639&amp;post=77&amp;subd=mulhercooperada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Uma mulher foi assassinada por seu companheiro. Como se manifesta o  patriarcalismo em cada país? Por que homens matam suas mulheres em  sociedades patriarcais? Que regime social, que moral, que regime  econômico permitem espancamentos e mortes? Por que, sobre elas, cai o  silêncio? (&#8230;)&#8221; <em>Augusto Boal</em></p>
<p><strong>Em briga de marido e mulher se mete a colher,   sim!</strong></p>
<p>por Conceição Lemes</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Janeiro</strong>. O ex-marido  de Maria  Islaine de Morais, 31  anos, a executa  diante das câmeras de  vídeo do seu salão de beleza em  Venda Nova (MG).</p>
<p><strong>Abril.</strong> Orestina Soares, 53  anos, de Duque de Caxias  (RJ), é assassinada a pedradas pelo  namorado. Engenho de Dentro (RJ);  Dayana Alves da Silva, 24 anos, morre  devido a queimaduras dois meses depois de  o ex-marido atear-lhe fogo no  corpo. Mônica   Peixinho, 28 anos, é morta  com um tiro na nuca em Lauro de  Freitas (BA); seu companheiro é o  principal suspeito é seu companheiro.</p>
<p><strong>Maio</strong>. Mércia Nakashima,  28 anos, é assassinada em  Nazaré Paulista (SP); seu ex-namorado  está entre os suspeitos.</p>
<p><strong>Junho</strong>.  Eliza  Samudio, 25 anos,  é  assassinada em  Vespasiano (MG) porque  tentava provar que Bruno, ex-goleiro do Flamengo,  era pai do seu filho.</p>
<p>A imensa maioria, porém, dessas  estúpidas tragédias femininas não sai  nos jornais. No Brasil, agressões  contra as mulheres ocorrem a cada 15  segundos. Quanto mais machista a  cultura local, maior a violência contra  a mulher. Os responsáveis por  seus assassinatos são principalmente os  atuais ou antigos maridos,  namorados ou companheiros.</p>
<p>O  <a rel="nofollow" href="http://www.institutosangari.org.br/mapadaviolencia/" target="_blank"><strong>Mapa   da Violência no Brasil 2010</strong></a>, feito com base no banco de   dados do Sistema Único de Saúde (DataSUS), revela:  entre 1997 e 2007,   41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio, o que significa dez   mulheres assassinadas por dia no país.</p>
<p>“As mulheres são menos vítimas de assassinatos  do que os homens”,  explica Julio Jacobo Wiaselfisz, autor do estudo.  “Porém, o nível de  assassinato feminino no Brasil fica acima do padrão  internacional.  Enquanto aqui ocorrem 4,2 assassinatos femininos por 100  mil habitantes,  na maioria dos países europeus, os índices não  ultrapassam 0,5 caso por  100 mil.”</p>
<p><strong>CRESCE PROCURA PELO  DISQUE 180; MAIORIA MORA COM AGRESSORES</strong></p>
<p>Essa semana a <a rel="nofollow" href="http://www.sepm.gov.br/" target="_blank"><strong>Central  de  Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria Especial de  Políticas  para Mulheres (SEPM</strong></a><strong>), </strong>divulgou o  número de  atendimentos de janeiro a maio de 2010. Somaram 271.719, um  aumento de  95,5% em relação aos primeiros cinco meses de 2009  (138.985).<br />
<strong><br />
</strong>Nesse período, a Central 180  registrou 51.354  relatos de  violência. Foram  29.515 casos de  violência física, 13.464 de violência  psicológica, 6.438 de violência  moral, 887 de violência patrimonial,  1.060 de violência sexual, 42  situações de tráfico e 207 casos de  cárcere privado.</p>
<p>“A procura pelos serviços da <strong>Central  180</strong> aumentou  nos primeiros cinco meses de 2010 devido à  campanha nacional ‘Uma vida  sem violência é um direito de todas as  mulheres’, realizada no final de  2009”, acredita a ministra Nilcéa, da  SEPM. “Também por causa da maior  divulgação da Lei Maria da Penha.”</p>
<p>O  relatório SEPM deste ano traz  informações inéditas:</p>
<p>*  39,8% declararam que sofrem  violência desde o inicio da relação.</p>
<p>*  38% disseram que a relação com o  agressor tem mais de 10 anos de  duração.</p>
<p>* 71,7%  residem com o agressor.</p>
<p>* 68,9% relataram que os filhos presenciam a  violência; 15,6 dos  filhos sofrem também violência.</p>
<p>* 58, 2% das mulheres que buscam o <strong>Disque   180</strong> têm  entre 20 e 45 anos, 68,3% estão casadas ou em união  estável e 28,9%  possuem nível médio de escolaridade.</p>
<p>esse artigo completo pode ser lido no blog<br />
<a href="http://muitasbocasnotrombone.blogspot.com/">http://muitasbocasnotrombone.blogspot.com/<br />
</a></p>
<p><a href="http://mulhercooperada.files.wordpress.com/2010/07/cuidado-machismo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-79" title="cuidado machismo" src="http://mulhercooperada.files.wordpress.com/2010/07/cuidado-machismo.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mulhercooperada.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mulhercooperada.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mulhercooperada.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mulhercooperada.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mulhercooperada.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mulhercooperada.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mulhercooperada.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mulhercooperada.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mulhercooperada.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mulhercooperada.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mulhercooperada.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mulhercooperada.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mulhercooperada.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mulhercooperada.wordpress.com/77/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mulhercooperada.wordpress.com&amp;blog=12262639&amp;post=77&amp;subd=mulhercooperada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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